Blog de jj-franca


 
 

PINGO HUMANO

Numa rua qualquer de um  bairro

esquecido,

0 sol nascente avança rápido em seu voo

matinal,

reduz as sombras,

e o rastro dourado de luz

pinta de amarelo as cinzas

da madrugada que se foi;

silenciosa e serena.

Um fardo envolto em trapos

se meche,

enquanto o rastro de luz

acerta-o em cheio.

O fardo ergue-se de um

sem pulo...

cai-lhe o manto encardido,

e,

surge um pingo humano,

tão encardido quanto o manto,

chega a se confundir com a imundice

fétida.

Zigue Zagueia em círculos 

imperfeitos,

parece tentar olhar o céu,

encolhe-se dentro de seu proprio

frio,

treme e murmura impropérios

à vida,

joga o manto à as costas,

e,

se vai...

para onde, ainda não sabe,

ao final do dia descobrirá

uma nova rua de um outro

bairro,

quem sabe encontrará alguma 

mão

que o arraste do frio,

nem que por uma noite só.

 

Autor: Jurandy França



Categoria: POESIAS
Escrito por Jurandy França às 13h49
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AROMA EM QUEDA LIVRE

Pela porta entreaberta, um filete

laranjado de perfume

cítrico

invadiu o ambiente,

se fez redemoinho,

engoliu todo os espaço,

e,

se jogou pela janela

escancarada,

desceu feito funil

virado,

prostou-se ao chão,

correu rasteiro,

e outra vez se elevou

feito nuvem espessa

de algodão doce

em dia de padroeira.

Subiu ao céu e 

juntou-se às nuvens

meninas.

 

Autoria: Jurandy França



Categoria: POESIAS
Escrito por Jurandy França às 20h50
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ENCONTRO

Enquanto a boca da noite

engole os raios do dia,

os olhos do dia se fecham

para o beijo escuro da noite;

e,

nessa troca de carinhos

o tempo se funde

num só desejo,

nunca querer para trás.

 

Autor: Jurandy França

Foto: Jurandy França



Categoria: POESIAS
Escrito por Jurandy França às 20h25
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"Poesia e Filosofia"

Autor: Jurandy França

Buscar na Web "Jurandy França"

Quando: 26/05/012

Poesia, diferentemente de filosofia, não se questiona, nem na forma, muito menos em seus contornos. Filosofia é galho recoberto de folhas. Poesia é flor que se solta das folhas e levita, deixando em seu caminho um rastro inconfundível de perfume no ar.



Categoria: Citação
Escrito por Jurandy França às 20h19
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MORTE DOS SONHOS

E c omo uma predra lançada

das estrelas,

se espatifou sobre à mente

desguarnecida,

a mão grotesca que vibrou

sem piedade,

arrebentou os sonhos,

emagou vontades, desejos,

quereres.

Implacável drenou riachos

de espumas vermelhas,

sugou águas do mar

pulsante,

atirou névoa em ondas

estáticas,

queimou os olhos da alma

do farol

e,

os fez cinzas,

tragando em chaminé

sua fumaça incolor.

Foi como o lúgubre entoar

de um cantar mudo,

entoações desencontradas,

desafinadas,

tangidas pelo vento úmido

dos trópicos...

murmúrios inaudíveis,

emoldurados

em desilusões frenéticas;

quase mortais.

Desabou dentro de si;

olhos engolidos,

câmeras mortas, apagadas

em cliques escurecidos

por soluços perenes,

engasgo febril...

e,

gotas de suor cairam

por terra,

regando as dores do

presente.

Sentou-se,

quase acabado,

perdido dentro de si,

sem saída,

cansado, resolve ficar

na esperança de um dia

sua alma vir lhe

resgatar.

Autoria: Jurandy França

Nota: Escrevi este poema para um amigo policial que teve sua esposa morta covardemente, por bandidos.



Categoria: POESIAS
Escrito por Jurandy França às 20h38
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NÁLFRAGO

O barco aos solavancos

em mar bravio,

é jogado às esquinas verticais

de barreiras espumanetes,

e o pescador de sonhos, sozinho

em seu tormento,

se apega ao fio de fé,

que o transporta aos céus...

nenhuma resposta.

Apenas o iso elástico e zombeteiro

dos raios,

apenas a gargalhada escancarada

dos trovôes,

apenas o sopro impiedoso e mortal

do vento.

Queria que os relâmpagos

fossem perenes;

assim a escuridão seria

facilmente tragada

em seu caminho cego;

morreria feliz em luz

esfuziante,

violentamente dourada.

E assim,

as cores da alma subiriam

ao céu,

enquanto as cinzas inúteis do seu

corpo

adubariam as flores brilhantes,

selvagens e vibrantes

 do fundo do mar.

 

Autoria: Jurandy França



Categoria: POESIAS
Escrito por Jurandy França às 21h08
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UM ULTIMO OLHAR

E o olhar que se lança 

distante

carrega um pedaço de dor,

é como dizer:

Não se vá!

É um filete de amargura,

docemente úmido,

é a partida do querer

sufocado,

a angustia de dias

acabados,

o sucumbir dos desejos

oprimidos.

Como diz o poeta:

"proibida pra mim".

Mas...

um olhar não se pode 

proibir,

ainda mais lançado à

distância,

na linha reta; imaginária,

traçada pela alma,

percorrida pelo coração,

onde quilômetros,

transformam-se em centímetros.

Neste último olhar...

pelo menos neste último olhar,

não se proiba,

deixe o encontro se dá,

enquanto...

uma pequena lágrima escorre

pela face,

passa pelso lábios,

e,

se atira ao solo,

num último soluço,

num último abraço

do olhar.

 

Autoria: Jurandy França



Categoria: POESIAS
Escrito por Jurandy França às 12h56
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FLORES DA MATA

A última primavera se agarrou aos

pés da mata

e disse entre soluços:

Daqui não saio, até que todas as flores

tenham partido para o jardim

celestial.

O rouxinol em seu cantar agradecido,

beijou os olhos da mata,

enquanto gotas de orvalho, caiam-lhe

sobre a plumagem marrom

e o som do nascer das águas

convidava as flores à dançar.

Chegou o verão em sua arrogancia

dourada,

pediu passagem e se instalou;

as flores rebeldes

exigiram ficar

até a outra primavera.

Exigência aceita,

lá estão até hoje.

belas, brilhantes e 

imortais.

 

Autoria: jurandy frança

 



Categoria: POESIAS
Escrito por Jurandy França às 22h49
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A BRISA E O MAR

O mar em sua hora mais calma,

abriu-se em um sorisso

e dise para a brisa

que beijava-lhe a fronte:

Deita teu coração em minha

alma quente, acomode-se,

abrace-me e sonhe com os sonhos

que sempre quis sonhar.

A brisa perdeu a friesa costumeira,

plainou sobre o azul, quase verde,

fechou os olhos e repousou

mansamente.

Acordou, depois de um tempo,

vibrou com o sussurro das ondas

ao seu ouvido...

palavras de um amor infinito.

A brisa desgarro-se do abraço;

enquanto o mar levantou-se revolto,

beijou-lhe a testa úmida,

embalou uma canção...

daquelas de ninar as estrelas,

canão de melodia, suave...

envolvente,

mais uma canção de despedida.

 

Autoria: Jurandy França



Escrito por Jurandy França às 20h40
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INVERNO DA DESESPERANÇA

Sonhos que outrora eram sonhados

em campo livre,

ao som de violinos,

tocados em carruagens abertas,

se foram

com a chegada do inverno,

rastro de chuva interminável.

Passaram a se espremer

em cilindros metálicos,

hermeticamente fechados, escuros,

sem janelas,

sem paisagens.

Sombras mortas em dias

que o sol não vem.

E...

... da lembranças dos dias dourados

em flores matinais;

apenas o orvalho,

escondido na alma,

reluta em sair,

tentar umedecer a sequidão

amarga

que racha os desejos;

sacode os quereres;

afugenta as vontades.

Não ha mais carruagem;

não ha mais campo;

não ha mais violino;

não ha mais sonhos.

Apenas lembranças,

somete saudades.

(jurandy frança)



Escrito por Jurandy França às 16h02
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ENCONTRO DAS CIDADES

Do outro lado, depois da areia,

ao final da ponte,

nas costas do quebrar das ondas,

atrás do lençol de speuma;

onde as gaivotas se banham,

o céu é azul;

anil escuro.

A bacia, cor de céu, reflete

os olhos da cidade fincada,

de veias correntes, douradas,

prateadas.

Próximo ao farol,

se arrasta uma cidade andante,

caminha em passos laterais,

tangida ao encontro da irmã

fincada,

prédios gigantes se juntam e se separam

num deslizar suave.

Duas cidades que se buscam;

uma que sempre fica,

outra que sempre vai.

Fico na que sempre fica,

mas tenho vontades

de ir com a que sempre vai.

 

Autoria: Jurandy França



Categoria: POESIAS
Escrito por Jurandy França às 18h56
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DICA CULTURAL

DICA CULTURAL DA SEMANA

O OUTRO LADO DO MUNDO: Guttemberg Guarabyra

Romance de estréia do autor, que é músico, integra a dupla Sá e Guarabira, o livro foi escrito em 1997, mas somente agora tive acesso à leitura, um amigo me presenteou. Gostei e indico.

Boa leitura.

DICA CULTURAL DESTA SEMANA.

A METAMORFOSE: Franz Kafka - 1883 - 1924.

Está entre as 3 maiores obras do autor. Narra a curta tragetória  de mutação vivida pelo personagem central Gregor Samsa, que ao acordar em uma destas manhãs como qualquer outra, se ver aos poucos em sua própria cama, sendo transformado em um bixo horripilante, uma barata. Vivendo com os pais, torna-se objeto de repulsa, tendo na irmã a única fonte de compreenção que com o desenrolar  dos dias, também passa a repudiar o inseto gigante.O que impressiona é foma natural que o autor faz a narrativa. Uma história triste e cheia de momentos propícios para à reflexão. 

Boa leitura.

 

 

 

A partir de hoje, a cada domingo, estarei postando aos amigos, dicas sobre obras literárias que li ou reli ultimamente e que recomendo aos amantes da boa e saudável leitura. Espero que gostem.

Nesta primeira semana eu indico uma obra que já li pela segunda vez, a primeira quando ainda era estudante de Comunicação Social, isso ha alguns anos; a segunda o ano passado. Trata-se de uma obra para aqueles que gostam de suspense.

Trata-se de:

CRIME E CASTIGO: Fiódor Dostoiévski - 1821-1881.

Obra maravilhosa, uma mistura de romance policial com um toque singular de aventura, este russo consegue prender a atenção do leitor, do início ao final do livro. Dividido em dois volumes, que somados se aproximados se aproximam de 800 páginas, no entanto a narrativa é tão atraente e viva que faz o leitor não sentir a carga de tantas linhas. Sem tiver desposição para encarar à leitura desta maravilha literária, certamente nunca mais esquecerá o drama vivido pelo seu personagem principal e todos que o rodeiam.

Boa leitura.

Jurandy França



Escrito por Jurandy França às 21h23
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VIAGEM DE UMA ESTRELA

Quando minha irmã Mara, ligou para notificar a morte de Francisca, uma grande amiga de longa data, confesso que senti algo que não se configurava com tristeza, mas sim com muitas saudades.

A forma de com o fato se deu, parece ter sido combinado entre ela e Deus.

Segundo me informaram, era Sexta Feira Santa, e a Via Sacra que se organiza anualmnte pelas ruas da cidade, são distribuídas em estações. A décima segunda estação era exatamente na Rua Candida Americana, logradouro onde ela morou por muitos anos, a conheci nesta rua.

A décima segunda estação relata o momento em que Jesus entrega seu espírito nas mãos de Deus, foi neste ato, representado por pessoas da igreja, no qual o Padre fazia alusão através da palavra, que Francisca abraçou uma amiga que estava do seu lado e desmaiou. Fechou os olhos para encontrar-se com Deus, em outro plano, em outra dimensão.

Por isso, nõ fiquei triste; apenas com saudades.

Segue uma simples homenagem à minha querida amiga.

 

VIAGEM DE UMA ESTRELA

 

Coração que bateu pulsante, agregando

valores

arregimentando bens morais

mente limpa, criadora

sentimento humano de sentido

social

dedicação e luta incansável po um mundo

diferente

mundo, ond o amor se 

sobrepõe

às adversidades, tormentos

e dores.

Se foi. Tão serena, como

serena foi sua vida.

Se foi. Sem dor; sofrera

por todas as dores

do mundo.

Um presente de Deus:

Chamado indolor.

Quando olho o céu

na linha do horizonte

dourado,

por trás do sol; durante

o dia,

nas noites de prata, ao lado

da lua,

e quando tudo é escuridão

noturna,

misturada ao "sete estrelas",

lá está ela.

Divinamente branca

em sua luz intensa.

Algo me diz que,

foi tudo marcado e combinado

com Deus,

dia, hora e lugar.

Sexta Feira Santa,

quando a tarde era senhora

e a noite embrião.

Cândida,

que se fez plácida,

alva.

Estação que se disse:

"Em tuas mãos entrego o meu espírito".

E veio o sono,

o fechar de olhos,

o piscar repentino

para acordar o jardim

celestia.

Cândida, doce e serena.

Tênue camada de nuvens,

feita flocos de algodão doce,

tristeza aceitável,

doída,

mas suportável pela forma

que se deu,

tudo como um simples chamado,

viver em outras dimensões

os sonhos aqui sonhados.

Autoria: Jurandy França

(Pequena homenagem a minha eterna amiga que se foi)



Escrito por Jurandy França às 19h42
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CORPO E ALMA

Vem comigo.

Por que te prostas feito um desgraçado

em prantos?

Vem comigo.

Por que suportas sentado, um peso que 

te oprime?

Um rebolo angustiante, uma torrente 

de amargura...

um fardo.

Por que te lanças de cara ao chão,

onde beijas tua própria saliva,

degustas o barro como se fosse

chocolate amargo.

Não me venhas com justificativas

mediocres...

são subtefúgios dos fracos;

dos 

derrotados;

deprimidos;

pessimistas;

desolados

e...

desesperados.

A fraqueza é injustificável.

Você lembra?

Quando num primeiro voo te levei

a um mundo novo?

Viajamos juntos, você de olhos fechados,

enquanto os meus,

os quais chamo de imaginação

vasculhavam todos os horizontes

de suas vontades.

Você sorria!

Pediame:

"Leva-me mais alto,

quero tocar as estrelas,

visitar o ninho do sol".

E eu...

Sempre te atendendo;

tudo era tão mágico,

nossa sintonia deixava-me orgulhosa

de ser sua alma.

Enquanto voavamos sobre

planícies;

vales;

colinas;

montes e 

montanhas,

bradavas eufórico:

"Vou vencer todos os obstáculos,

conquistarei meus quereres,

vou conhecer,

crescer...

ser luz".

Mas,

ao término do voo,

caiste,

pura decepção,

em vez de pegar a trilha,

seguir caminhando

em terra firme,

sentastes em tronco de árvore

queimada,

derrotada.

Em vez de caminhar,

paraste onde não devias,

passaste a cantar trsites melodias

de arautos da agonia.

Fui contaminada,

em esforço sobre natural

consegui alçar novos voos,

desta vez sozinha,

mas,

em uma das passagens

não suportei de ver morto

em vida...

voltei,

aqui estou.

Vem comigo!

Nunca é tarde pra recomeçar,

vamos voar de novo.

Autoria: Jurandy França.

 

 

 



Escrito por Jurandy França às 20h46
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ALMAS TRISTES

Ha pessoas cinzas, encardidas e mediocres em seu pensar;

ambiguas em seu querer;

tristes em suas vontades;

reprimidas em seus desejos;

sucumbidas em suas dores;

mortais em suas raivas;

delirantes em seus momentos de solidão.

Pessoas assim, não diz que amam

por medo de coprometer as batidas

dos seus corações, que devem ser sempre

mecânicas.

Pessoas assim não abraçam

por medo de não mais conseguirem

trazer os braços à posição

normal.

São pássaros feridos...

Passaros que se feriram com o próprio

bico,

bico carregado de ignorância ou orgulho

nefasto.

Autoria: Jurandy França



Escrito por Jurandy França às 19h38
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